LUTAS MORAIS DE TODOS NÓS

A vida terrestre é uma escola na qual a alma se educa e aperfeiçoa através do trabalho, do estudo e do sofrimento.

Para conservar a alma livre, a inteligência sadia e a razão lúcida, a primeira condição é sermos sóbrios e castos. Noutras palavras, é preciso reduzir a soma das exigências materiais, comprimir os sentidos e domar os apetites vis, porquanto a sobriedade e a continência caminham juntas, mas os prazeres fugidios da carne amolecem-nos, enervam-nos e afastam-nos do caminho da sapiência.

989A família, o amor da esposa, o afeto dos filhos e a sadia atmosfera do lar são preservativos poderosos contra as paixões inferiores. A luta contra as seduções dos sentidos não são, como querem os mundanos, uma infração às leis naturais, uma mutilação da vida. Ao contrário, revelam profunda compreensão das leis superiores e clara intuição do futuro. O Espírito do voluptuoso consome-se, após a morte, em inúteis desejos.

Quem coloca a felicidade nos prazeres da carne, priva-se por muito tempo da paz de que gozam os Espíritos elevados.

A causa do mal e seu remédio não estão onde geralmente os buscamos. O estudo é fonte de doces e puras alegrias a nos libertar das preocupações vulgares, além de nos fazer esquecer as dores da vida. No entanto, a aplicação dos sistemas educativos, culturais e econômicos preconizados não apresentou, até o momento, senão resultados mesquinhos.

Não basta ensinar-nos os elementos da ciência; tão essencial quanto ler, escrever e contar, é saber governar-se e conduzir-se como ser racional e consciente, apto a enfrentar a vida não só para a luta material mas, sobretudo, para a luta moral.

Se quisermos nos libertar dos males terrenos e fugir às reencarnações dolorosas, guardemos bem esta lei moral: não dê senão o indispensável ao homem material, ser efêmero que terminará com a morte; cultiva com amor o Espírito, que é imortal; afasta-te das coisas perecíveis: honras, riquezas e prazeres mundanos são fumaças! Apenas o bem, o belo e o verdadeiro são eternos.

A virtude consiste, especialmente, na resistência às más inclinações, inclinações estas sempre reveladas na vazão dos impulsos inconsequentes do prazer fugaz, e nos ímpetos reativos do orgulho-ferido.

(Contém trechos do livro “Depois da Morte”, do filósofo Léon Denis)

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