CAUTELA AO REIVINDICAR JUSTIÇA PARA SI MESMO

A justiça! Quantos crimes se praticam no mundo em seu nome! Quantos homens e mulheres, que, em procurando fazer justiça sobre si mesmos, nada mais fazem que incentivar a tirania do “eu”?

Ao se tratar de interesses alheios devemos ser rápidos na justificação legitima; entretanto, quando os assuntos difíceis e dolorosos nos envolvem o “eu”, convém moderar todos os impulsos de reivindicação. Encarnados, observamos somente uma face da questão. Nem sempre a nossa visão incompleta nos deixa perceber a altura da dívida que nos é própria. E, na dúvida, é licita a abstenção.

966Acredita que Jesus tivesse algum débito para merecer a sentença condenatória? Ele conhecia o crime que se praticava, possuía sólidas razões para reclamar o socorro das leis; no entanto, preferiu silenciar e passar, esperando-nos no campo da compreensão legítima.

É que o Mestre, acima do “olho por olho” das antigas disposições da lei, ensinou o “amai-vos uns aos outros”, praticando a benevolência, a indulgência e o perdão para com todos, invariavelmente. Confirmou a legalidade da justiça, mas proclamou a divindade do amor.

Demonstrou que será sempre heroísmo o ato de defender os que merecem, mas se absteve de fazer justiça a si mesmo, para que os aprendizes da sua doutrina estimassem a prudência humana e a fidelidade divina, nos problemas graves da personalidade, fugindo aos desvarios que as paixões do “eu” podem desencadear nos caminhos do mundo.

(Francisco Cândido Xavier – Missionários da Luz – pelo Espírito André Luiz)

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