APEGO MATERIAL

Quando considero a brevidade da vida, causa-me dolorosa impressão a vossa incessante preocupação com os bens materiais, enquanto dedicais tão pouca importância e consagrais tão reduzido tempo ao aperfeiçoamento moral, que vos será levado em conta na eternidade. Seria de crer, ao ver-se a atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão da mais alta importância para a humanidade, quando, na verdade, trata-se quase sempre da satisfação das vossas necessidades exageradas, da vaidade, ou de vos entregardes aos excessos.

934Quantas penas, quantos cuidados e tormentos, quantas noites em claro, para aumentar uma fortuna frequentemente mais que suficiente! Pensais que realmente vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que o egoísmo, a cupidez ou o orgulho puseram em ação, enquanto esqueceis o vosso futuro, bem como os deveres de solidariedade fraterna, inerentes a todos os que desfrutam os benefícios da vida social?

Pensastes apenas no vosso corpo. O seu bem-estar, os seus gozos, foram os objetos exclusivos da vossa egoísta solicitude. Por ele que morre, esquecestes o Espírito que viverá para sempre. Assim, esse amo, tão mimado e acariciado, tornou-se o vosso tirano; comanda o vosso Espírito, que se fez seu escravo. Seria esse o objetivo da existência que Deus vos concedeu?

(UM ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861 – O Evangelho Segundo o Espiritismo)

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