VALORES COMPORTAMENTAIS HERDADOS DOS PAIS

Na infância, raramente somos ensinados a sentir, a perceber quem somos e a falar a verdade com responsabilidade, porque a intenção dos educadores é, geralmente, a de preparar os educandos para lidar com o mundo que “enfrentarão” na vida adulta. O protecionismo que caracteriza este jeito de “educar” produz adultos despreparados, dependentes, egocêntricos e, portanto, incapazes de lidar com as inevitáveis situações de contrariedades da convivência.

887Crescemos presos às limitações da identidade criada pelos valores familiares, valores estes que nos afetam a integridade pessoal, gerando dúvidas sobre quem somos ou “deveríamos ser”. Assim, o ambiente familiar afeta positiva ou negativamente os aspectos mentais, emocionais e espirituais dos indivíduos, fazendo com que crenças e sentimentos infundidos no seio da família influenciem o comportamento das próximas gerações.

Em se tratando de crescimento humano, é essencial aprender a lidar bem com as pessoas, reconhecendo e respeitando as singularidades de cada um, mesmo que isso signifique, muitas vezes, mudar certos padrões comportamentais herdados dos próprios pais.

Quantos pais ensinaram seus filhos a serem verdadeiras “bombas-relógio”, porque insuflaram neles a presunção, a prepotência e o orgulho como valores de brio, respeito e caráter! Sem perceberem, moldaram em seus tutelados personalidades de intolerância, indiferença e desequilíbrio para a vida em sociedade.

Registramos maior resistência a mudanças de percepção e comportamento quando se trata da adoção de posturas racionais contradizentes àquelas que se aprendeu com a figura materna. No entanto, em todos os casos, independentemente da cultura filosófico-religiosa familiar, para que haja equilíbrio emocional, é imprescindível balizar a família num contexto de respeito, tolerância, compaixão, cooperação, comunicação, apoio e verdade.

Qualquer educador que veja no seu filho um alguém melhor que as demais crianças, não o está educando; para sermos bons pais é preciso, antes, que aprendamos a vencer as nossas próprias fraquezas de vaidade e orgulho.

Toda família que não prioriza o desenvolvimento de valores morais à educação de seus integrantes contribui para a ruptura da sociedade, porquanto em meio à atual competição material, se não há, por base, valores de respeito, tolerância e afabilidade mútua, a convivência caminha a passos largos para o abismo do insuportável.

Pensemos nisso.

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