TODO AQUELE QUE DISSER “SOIS LOUCO” SERÁ CONDENADO

“Eu vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, dizendo-lhe: Sois louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno.”

Por essa máxima, Jesus faz da doçura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência uma lei; condena, por conseguinte, a violência, a cólera e mesmo toda expressão descortês com respeito ao semelhante.

Toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade, que deve regular as relações dos homens e manter entre eles a concórdia e a união; que é um insulto à benevolência recíproca e à fraternidade; que entretém o ódio e a animosidade; enfim, que depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a primeira lei de todo cristão.

792“Por mais espesso que seja o véu de justificativa com que se tente cobrir as paixões inferiores do orgulho, da inveja, do ciúme, tais paixões são sempre reveladas pela malevolência e azedume de linguagem.”(Allan Kardec, Revista Espírita – ano II, 07/1859)

“Bem-aventurados aqueles que são brandos, porque eles possuirão a Terra”. Tendo Jesus dito para renunciarmos aos bens deste mundo, prometendo-nos os do céu, que sentido têm estas palavras por ele deixadas?

Ora, à espera dos bens do céu, o homem tem necessidade dos da Terra para viver; e a recomendação do mestre é que não liguemos a estes últimos mais importância do que aos primeiros. Por estas palavras, ele quer dizer que, até esse dia, os bens da Terra estão açambarcados pelos violentos, em prejuízo daqueles que são brandos e pacíficos; que a estes,  frequentemente, falta o necessário, enquanto que os outros têm o supérfluo; mas promete que justiça lhes será feita, na Terra como no céu, porque são chamados filhos de Deus.

Quando a lei de amor e de caridade for a lei da Humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal será o estado da Terra quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela tornar-se um mundo feliz, pela expulsão dos maus.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IX)

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