NÃO BASTA À EDUCAÇÃO OS ELEMENTOS DA CIÊNCIA

Felizes são os pais que têm acesso a estas palavras, e que, refletindo, podem incutir estes valores de Luz Divina em seus amados filhos…

O trabalho é lei em todos os planetas, mas torna-se mais suave à medida que a vida se apura. Quando o homem se ocupa com seu trabalho, as paixões se aquietam e acalmam-se as angústias do Espírito. O estudo é fonte de doces e puras alegrias, liberta-nos das preocupações vulgares e faz com que esqueçamos as dores da vida. As gerações transformam-se e aperfeiçoam-se pela educação; por isso, a educação da infância requer o máximo cuidado.

688Não basta, porém, ensinar à criança os elementos da ciência: tão essencial quanto ler, escrever e contar, é saber governar-se e conduzir-se como ser racional, consciente, que enfrenta a vida armado não só para a luta material mas, sobretudo, para a luta moral.

Raramente uma boa educação moral é obra de professores: para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para modificar um caráter difícil, são necessários a firmeza, a perseverança e o amor. Contudo, a tarefa do educador não é tão difícil quanto parece e não exige nenhuma cultura científica: pequenos e grandes podem dedicar-se a ela quando compreendem o alto escopo e as consequências da educação.

Considerando as tendências que a criança traz, devemos aplicar-nos a desenvolver-lhe as boas e a aniquilar as más. Não propiciemos demasiadas alegrias aos nossos filhos e não confiemos nossos filhos a outros, a menos que isso seja necessário.

Uma educação baseada no conceito exato da existência mudaria a face do mundo. Fazei que cada família transmita sua fé aos filhos, ensinando-os a despojar-se de suas imperfeições; lembre­mos que a verdadeira ciência consiste em nos tornarmos melhores.

A aplicação dos sistemas econômicos preconizados não apresentou, até o momento, senão resultados mesquinhos. A causa do mal e seu remédio não estão onde geralmente os buscamos; são vãs as criações artificiais enquanto o indivíduo não se melhora.

Se queres libertar-te dos males terrenos e fugir às reencarnações dolorosas, guarda bem esta lei moral: não dês senão o indispensável ao homem material, ser efêmero que terminará com a morte; cultiva com amor o Espírito, que é imortal; afasta-te das coisas perecíveis: honras, riquezas, prazeres mundanos, porque tudo são fumaças e apenas o bem, o belo, o verdadeiro são eternos.

A vida terrestre é uma escola na qual a alma se educa e aperfeiçoa com o trabalho, o estudo e o sofrimento.

O bem é a lei suprema do Universo, a finalidade da evolução dos seres. O mal não tem existência própria; é efeito de um contraste: é o estado de inferioridade pelo qual passam todos os seres, na sua ascensão para um estado melhor.

Enfim, sendo a educação da alma a finalidade da vida, é útil resumir os seus preceitos:

Reprimir as necessidades grosseiras, os apetites materiais e criar para si necessidades intelectuais e elevadas; lutar, combater, sofrer, se preciso, para o progresso dos homens e dos mundos; encaminhar os semelhantes para a luz da verdade e do belo; amar a verdade e a justiça, praticar com todos a caridade e a benevolência. Eis o segredo da felicidade futura, eis o dever!”

(Leon Denis – trechos do livro “Depois da Morte”)

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