CARIDADE MATERIAL E CARIDADE MORAL

Há quem não possa praticar a caridade material; mas a caridade moral, esta é acessível a todos, porque nada custa materialmente. Ela consiste em se suportar uns aos outros, e é o que menos fazemos nesse mundo inferior onde estamos, porque nos custa o orgulho, do qual somos – geralmente – ainda escravos.

684Caridade moral é saber se calar para deixar um mais tolo falar; é saber ser surdo quando palavras de zombaria escapam de uma boca habituada a ironizar; é não ver o sorriso de desdém que acolhe a vossa entrada entre pessoas que, frequentemente, e, erradamente, se creem acima de vós. A tudo isso chamais caridade, porque não anotar os erros dos outros é caridade.

“Amemo-nos uns aos outros e façamos ao outros o que quereríamos que nos fosse feito.”

Toda a religião e toda a moral se encontram encerradas nestes dois preceitos. Se fossem seguidos nesse mundo, seríamos todos perfeitos; nada mais de ódio, de divergência; nada mais de pobreza, porque do supérfluo da mesa de cada rico muitos pobres se alimentariam, e não veríamos mais o triste cenário da indigência que se abriga nas ruas, arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.

Ricos! pensai um pouco nisso; ajudai os infelizes com o que tendes de melhor; dai, porque Deus vos retribuirá um dia o bem que houverdes feito, para que encontreis, ao sair do vosso envoltório terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limiar de um mundo mais feliz.

(Trechos adaptados de: “O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII”)

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