FELICIDADE E SOCIEDADE

A convivência é a imensa escola da divergência, cujo fim é o de nos fazer desenvolver virtudes que, pela sua falta, nos mantém presos a um mundo de contrariedades e “injustiças”.

Ora, como aperfeiçoar qualquer virtude sem vivenciar o seu contrário? Como se tornar tolerante sem os testes que fustigam a intolerância? Como aprender a perdoar sem ter de lidar com muitas ofensas? Como podemos nos dizer bons se, ao primeiro contra-gosto, nos tornamos maus como aquele que nos maltratou?

Relacionamentos se destroem porque não há interesse das partes em desenvolver as virtudes que a convivência exige, como paciência, tolerância, renúncia; estamos mais interessados, ávidos mesmo, por sentir de novo a euforia da paixão e do novo.

Apoiados na justificativa do “Eu mereço ser feliz! Eu nasci para ser feliz!”, vemo-nos no direito de desestruturar as nossas famílias e a vida de outras pessoas.

11E isto se dá, em parte, pela própria sociedade que nos cobra posturas que seduzem o ego frágil, e “vende” o amor próprio como alicerce de felicidade.

“Você precisa ter dinheiro, precisa ser bonita(o), precisa ter status e poder! Só são felizes as pessoas que têm posição social de destaque, que têm um carro melhor, um cargo melhor, um marido melhor, uma esposa melhor… afinal, isso é o sucesso! Isso é a felicidade!”.

Esse é o slogan do ego, tão propalado pelo sistema midiático; o ego precisa fazer com que o mundo veja como triunfamos nisso e naquilo. Então, passamos a correr, a competir, a nos acotovelar pela busca desse tipo de felicidade transitória balizada no amor próprio; todos querem ser felizes, mas não querem se preocupar muito em fazer os outros felizes.

Contudo, desse jeito, vamos nos tornando cada vez mais impacientes, mais intolerantes, mais individualistas e, consequentemente, mais infelizes, porque é impossível ser feliz sem estar em paz; ora, como estar em paz numa sociedade caótica pela competição incessante, onde é preciso “almoçar o próximo antes que ele nos jante”?

É, também, por estes valores de ego que você não se questiona sobre o motivo pelo qual você precisa dar “aquela” festa de aniversário, de batizado, de casamento, de qualquer coisa… Você não pensa, você simplesmente faz!

Na verdade, você quer muito tudo isso, afinal, é o seu sonho, moldado pela sociedade, pela cultura materialista que te conquista, pela sua própria vaidade que se rende ao glamour de um holofote. Você vai pagar em 300 parcelas, mas não importa, “vale a pena!”.

Você pode até dizer que não é assim, mas no fundo, o seu coração é escravo do seu ego; não há o que discutir, você “têm” que mostrar para o mundo que você é “feliz”, que é um “vencedor”.

Mais sobre o assunto, e muito mais, no Programa Transição de n.° 232, acessível abaixo:
http://www.kardec.tv/video/transicao-tv/421/transicao-232-obsessoes-pelo-prazer-e-pela-sexualidade

2 comentários sobre “FELICIDADE E SOCIEDADE

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