CARIDADE NÃO É DAR COISAS!

Devemos reprovar a esmola? Por que?

Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira pela qual habitualmente é dada. O homem que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que este lhe estenda a mão. A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira pela qual é praticado.

427Lembrai-vos de que, aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito do benefício. Disse Jesus: “Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der.” Por essa forma, ele vos ensinou a não manchar a caridade com o orgulho.

A caridade não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. O conhecido, o desconhecido, o rico, o pobre, o amigo, o inimigo, parente difícil, o chefe intransigente são, também, o próximo.

A caridade nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos; o homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

Sede caridosos, meus amigos, praticando, não apenas a caridade que vos faz dar friamente a esmola que tirais do bolso, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes e, em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados.

(Contém trechos de O Livro dos Espíritos)

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