QUANDO NÃO SABEMOS QUEM SOMOS, NOS CONFUNDIMOS COM AS COISAS QUE USAMOS

O maior rei do maior palácio é apenas o inquilino de algumas pedras, afinal, o homem mais sadio e a mulher mais bela que já existiram, são agora um amontoado de ossos embaixo da terra.

424A vida não acaba no cemitério, não se iluda; se você deseja realmente construir um futuro brilhante, lembre-se da história do sábio que morava num modesto quarto na cidade do Cairo; uma cama, uma escrivaninha e alguns livros eram tudo o que ele possuía.

Famoso por sua sabedoria, recebia a visita de muitos homens do mundo, até que um dia, foi visitado pela figura de um príncipe. O príncipe, esperando encontrá-lo bem hospedado numa luxuosa suíte, decepcionou-se ao subir as escadas daquele pardieiro travestido de humilde edifício.

Recebido pelo próprio sábio, constrangeu-se diante da ausência de tudo naquele quarto. Então, em determinado momento da conversa, sem conseguir conter-se, indagou ao sábio:

– Estou vendo que você está morando neste quartinho, mas… onde estão os seus bens?

O sábio, compreendendo rapidamente a inquietação daquele futuro rei, lhe fez uma contra-pergunta:

– E os seus bens, meu filho, onde estão?

O príncipe, meio sem jeito, justificou-se dizendo que só estava ali para visitar o sábio, e que, portanto, os seus bens estavam todos na Inglaterra, afinal, ele só estava ali de passagem.

Então, o sábio lhe respondeu, calmamente:
– Sim meu filho, este é o ponto: eu também só estou aqui de passagem.

Este conto contrasta bem o que Jesus quis dizer com “guardar os bens onde as traças não corroem e os ladrões não roubam.”

Estamos num mundo de “injustiças” para aprendermos as virtudes que nos tornam imunes à maldade, virtudes estas que nos farão agentes da bondade, que é a missão do homem na Terra. E não há nada que possamos colocar no lugar da bondade que compense o vazio que se instala quando não fazemos dela a nossa prioridade.

Mas, mesquinhos em virtudes e, por isso mesmo, sem vontade de nos aprofundarmos à compreensão de nossas existências, acabamos sem saber quem somos e nos confundimos com as coisas que usamos.

Pensemos nisso.

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