REENCARNAÇÃO PROGRAMADA III

Para uma reflexão mais ampla, leia também os textos “REENCARNAÇÃO PROGRAMADA I” e “REENCARNAÇÃO PROGRAMADA II“.

Eu, André Luiz, cidadão da colônia espiritual “Nosso Lar”, encontrava-me num instituto de serviços dedicados à programação de reencarnações futuras; lá os espíritos definem os meios em que vivenciarão novas oportunidades de prova, bem como as características do modelo psico-bio-físico, ou seja, o corpo físico que lhes servirá de moradia porquanto estadiarem na Terra.

Estava profundamente surpreso diante do mecanismo de introdução ao serviço reencarnacionista, quando outra irmã se acercou de nós, procurando por Manassés (irmão dos serviços informativos).

Depois das saudações afetivas, explicou-se ela, gentil, dirigindo-se ao meu novo amigo:

– Desejo sua obsequiosa interferência na retificação do meu plano. E abrindo pequeno mapa, onde se via desenhado com extrema perfeição um organismo de mulher, acentuou:

– Veja bem o meu projeto para o sistema endocrínico. Sei que os amigos me favoreceram, planejando-o com muita harmonia nas menores disposições; entretanto, desejaria modificações…

– Em que sentido? – indagou o interpelado, surpreso. A recém-chegada indicou os pontos do projeto onde se localizava
o colo e falou:

missionarios da luz– Fui advertida por benfeitores daqui, no sentido de não me apresentar na Crosta, dentro de linhas impecáveis para a forma física e, em razão disso, para que eu tenha mais probabilidades de êxito em meu favor, na tarefa que me proponho desempenhar, estimaria que a tireóide e as paratireóides não estivessem tão perfeitamente delineadas. Como sabe, Manassés, minha tarefa não será fácil. Devo reaver um patrimônio espiritual de grandes proporções. Preciso fugir de qualquer possibilidade de queda e a perfeita harmonia física me perturbaria as atividades. O novo companheiro endereçou-me expressivo olhar e disse-lhe:

– Tem razão. A sedução carnal é imenso perigo, não só para aqueles que emitem a sua influenciação, como também para quantos a recebem. Nenhum dos que tenho visto partir para o plano terrestre, embora os méritos de que se encontravam revestidos, escolheram formas irrepreensíveis, quanto às linhas exteriores.

Solicitaram providências em favor da existência sadia, preocupando-se com a resistência, equilíbrio, durabilidade e fortaleza do instrumento que os deveria servir, mas pediram medidas tendentes a lhes atenuarem o magnetismo pessoal, em caráter provisório, evitando-se-lhes apresentação física muito primorosa, ocultando, assim, a beleza de suas almas para a eficiente garantia de suas tarefas.

Porquanto, vivendo a maioria das criaturas no jogo das aparências, quando na Crosta Planetária, incumbir-se-iam elas próprias de esmagar os missionários do Bem, se lhes conhecessem a verdadeira condição, através das vibrações destruidoras da inveja, do despeito, da antipatia gratuita e das disputas injustificáveis. Em vista disso, os trabalhadores conscientes, na maioria das vezes, organizam seus trabalhos em moldes exteriores menos graciosos, fugindo, por antecipação, ao influxo das paixões devastadoras das almas em desequilíbrio.

As mentes juvenis, quais crianças do mundo, brincam com o fogo das emoções; todavia, os espíritos amadurecidos, abandonam toda experiência que os possa distrair no caminho de realização da Vontade Divina. A existência humana não é um ato acidental; no plano da ordem divina, a justiça exerce o seu ministério, todos os dias, obedecendo ao alto desígnio que ministra os dons da vida, dando a cada um segundo suas próprias obras.

(Trechos do cap. 12 do livro “Missionários da Luz”, de Francisco Cândido Xavier – pelo Espírito André Luiz)
Arquivo PDF do livro, aqui.

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