VAMPIRISMO NOS EXCESSOS DA ALIMENTAÇÃO

Dirigimo-nos (eu, André Luiz, aprendiz da colônia “Nosso Lar”, e meu instrutor Alexandre) à crosta terrestre com o fim de acompanhar algumas demonstrações de desenvolvimento mediúnico numa reunião de encarnados. Tão logo adentramos o ambiente, nos pusemos a ouvir os comentários dos presentes.

– Não tenho vindo com assiduidade às experiências – comentou um rapaz –, porque vivo desanimado… Há quanto tempo mantenho o lápis na mão, sem resultado algum?

– É pena! – respondia outro senhor – A dificuldade desencoraja, de fato.

missionarios da luz– Parece-me que nada merecemos, no setor do estímulo, por parte dos benfeitores invisíveis!– acrescentava uma senhora de boa idade – há quantos meses procuro em vão desenvolver-me? Em certos momentos, sinto vibrações espirituais intensas, junto de mim, contudo não passo das manifestações iniciais.

Alguns – explicou Alexandre – pretendem a psicografia, outros tentam a mediunidade de incorporação. Infelizmente, porém, quase todos confundem poderes psíquicos com funções fisiológicas. Observemos.

O instrutor colocou-me ao lado de uma dama simpática e idosa. Após examiná-la, atencioso, acrescentou:

– Repare nesta nossa irmã. É candidata ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação. Fraquíssima luz emanava de sua organização mental e, desde o primeiro instante, notara-lhe as deformações físicas.

O estômago dilatara-se-lhe horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. O fígado, consideravelmente aumentado, demonstrava indefinível agitação. Desde o duodeno ao sigmóide, notavam-se anomalias de vulto. Guardava a idéia de presenciar, não o trabalho de um aparelho digestivo usual, e sim de vasto alambique, cheio de pastas de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa.

Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitos conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal.

Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição. Observando-me a estranheza, o orientador falou em meu socorro:

– Temos aqui uma pobre amiga desviada nos excessos de alimentação. Todas as suas glândulas e centros nervosos trabalham para atender as exigências do sistema digestivo. Descuidada de si mesma, caiu na glutonaria crassa, tornando-se presa de seres de baixa condição, que a vampirizam, alimentando-se das larvas psíquicas criadas por ela mesma, em consequência do vício gastronômico a que se entrega.

(Trechos do cap. 3 do livro “Missionários da Luz”, de Francisco Cândido Xavier – pelo Espírito André Luiz)

Arquivo PDF do livro, aqui.

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