O PREÇO DA LIBERDADE REAL É A VIGILÂNCIA MORAL

O homem precisa da sociedade não apenas como veículo da convivência com os seus semelhantes, mas também para discernir sobre certo e errado. O problema é que, numa sociedade adoecida, posturas doentias coadunam a maioria, produzindo um falso padrão de normalidade que “justifica” as aberrações do sentimento a favor da saciação dos vícios dos sentidos e dos excessos de todos os tipos.

5Devemos estar atentos às nossas próprias condições de interpretar certo e errado, não apenas pela percepção relativa das coisas, mas, principalmente, sob o prisma das consequências que nossas escolhas podem causar a terceiros e a nós mesmos.

O homem é capaz de obsediar a si mesmo, criando seus próprios fantasmas em formas-pensamento, que o seduzem e o agridem. A fonte de toda obsessão é o carma plantado pelo próprio obsediado, e a obsessão, na prática, é uma provação pela qual ele passa, pois o registro das suas dívidas pretéritas está, justamente, no turbilhão de desejos inferiores que o arrastam ao erro.

Noutras palavras, se não tivéssemos dívidas pretéritas, não teríamos más tendências nem maus pensamentos, e, por conseguinte, não estaríamos na Terra, que é um planeta-escola destinado a espíritos em processo de “pagamento de dívidas morais”.

Orai e vigiai, essa é a grande recomendação. O jargão “o preço da liberdade é a eterna vigilância” também deve ser considerado, mas não no âmbito político ou militar, que tolhe as liberdades individuais, porém no sentido de que devemos nos ocupar com a vigília sobre nossas inclinações e atos, para que possamos ser racionalmente livres.

(Ramatis – Síntese de trechos do livro “O Astro Intruso”, cap. 5).

PDF do livro, aqui.

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