HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

No “evangelho no lar” desta semana, deparamo-nos com uma breve explanação das categorias dos mundos habitados, seguida dum  enfoque bastante elucidativo sobre as provas a que estamos sujeitos na Terra. São trechos muito consoladores para as aflições da vida e que, por suscitarem a reflexão, decidimos disponibilizar aqui. 

Categoria dos mundos habitados:

– Mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana;
– Mundos de expiação e provas, onde o mal domina;
– Mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta;
– Mundos felizes, onde o bem se sobrepõe ao mal;
– Mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos depurados, onde o bem reina inteiramente.

196Nos mundos inferiores, a existência é toda material, as paixões reinam soberanamente, e a vida moral é quase nula. À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de tal sorte que, nos mundos mais avançados, a vida, por assim dizer, é toda espiritual.

A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e de provas, e é por isso que o homem nela é alvo de tantas misérias.
Espanta-se em encontrar sobre a Terra tanta maldade e más paixões, tantas misérias e enfermidades de toda sorte, e se conclui disso que a espécie humana é uma triste coisa.

Mas o que é a população da Terra perto da população total dos mundos habitados?

Far-se-ia dos habitantes de uma grande cidade uma idéia muito falsa, se fossem julgados pela população de bairros ínfimos e sórdidos. Num hospital não se vêem senão doentes; numa prisão vêem-se todas as torpezas e vícios reunidos; em regiões insalubres, a maior parte dos habitantes são pálidos, fracos e sofredores.

Pois bem, que se figure a Terra como sendo um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, uma região malsã, porque ela é ao mesmo tempo tudo isso, e se compreenderá por que as aflições sobrepujam as alegrias, pois não se enviam a um hospital as pessoas sadias, nem às casas de correção aqueles que não fizeram o mal; e nem os hospitais, nem as casas de correção são lugares de prazeres.

Mas como se sai do hospital quando se está curado, e da prisão quando se cumpre o tempo, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando está curado das suas enfermidades morais.

(Síntese de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. III)

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