QUALIDADE DA PRECE

Muitos não oram senão quando estão em imensa aflição; e, dentre os que oram, quantos são que fazem com o coração? A prece precisa partir do sentimento humilde de quem reconhece as próprias fragilidades e erros que cometeu.

Realizada com recolhimento, e em segredo, a prece pode nos transformar num canal de sintonia com o mundo superior, abastecendo-nos de serenidade e amor celestial.

Mas, agitados por animosidades e vitimismos, geralmente não atingimos a frequência mental necessária para que os fluidos balsamizantes da Luz Divina nos reconforte com equilíbrio e alegria.

Poucos iniciam uma prece desta maneira:

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“Ah, senhor, não valho muita coisa: hoje mesmo tive raiva de alguém que me tratou de maneira que eu julguei não merecer.

Ainda hoje, Senhor, eu cobicei as coisas que o meu amigo possui; ainda hoje, Pai, eu olhei com malícia para as pernas (ou os músculos) de um(a) colega de trabalho. Ah, Senhor, novamente discuti por orgulho; me ofendi, magoei, e carrego ainda essa imensa dificuldade de querer perdoar.

Me ajude, Pai! Me ajude a agir com a bondade que eu não tenho, mas que o Senhor tem! Me ajude a querer ser bom, para que o meu próprio empenho – através do hábito – engendre no meu ser as virtudes que necessito para combater minhas fraquezas e vícios.”…

Raramente olhamos para nós mesmos quando oramos, porque, de verdade, não nos enxergamos como somos. Somos orgulhosos, e o orgulho nos cega, fazendo-nos pensar que já somos bons, quando, na verdade, basta-nos uma pequena alfinetada de mal exterior para mostrarmos o nosso interior apodrecido de valores reativos e igualmente maldosos.

A prece diária é o cumprimento de todos os deveres, pois toda ação é produto materializado do pensamento. Não pensar e não refletir é querer permanecer escravo do prazer biológico e dos instintos egóicos. Oremos, porque a prece sincera alivia a alma que clama auxílio ao Pai. Mas saibamos orar! É inútil pedir abreviação de provas, ou concessão de alegrias e riquezas.

Peçamos, antes de tudo, a nossa melhoria moral, com profunda vontade de vencer as deficiências que trazemos… e correntes de serenidade e consolação nos abraçarão.

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