NÃO JULGAR É TER SEMPRE RAZÃO

“Qualquer coisa da qual nos ressentimos no outro e que nos impele a reagir com intensidade, também existe em nós.” (Eckhart Tolle)

Todas as respostas estão na consciência. Basta silenciar a mente e meditar para compreender que  é preciso parar de julgar os outros para conseguir enxergar a si mesmo. Pelo desenvolvimento de virtudes como perdão e compreensão, aprendemos a não contaminar o raciocínio com revolta e ofensa, e começamos a perceber as vertentes da nossa própria mesquinhez, que antes estava “invisível”, porque olhávamos apenas para fora, para os defeitos dos outros.

Mas, ao olharmos para dentro, passamos a ver as limitações dos nossos irmãos com mais serenidade, porque identificamos a existência delas também em nós. Isto produz paz, inclusive no caos, e muda a perspectiva de luta exterior para a necessidade de luta interior.

Há o sistema consumista-escravista que precisamos derrubar. Mas não importa se o sistema é capitalista, comunista ou socialista, ou se o partido é da direita ou da esquerda, o problema nunca esteve aí. O problema está em nós, dentro de cada um de nós.

Empenhe-se em olhar com amor para as pessoas que você não gosta e perceba que a mágoa, a ira e a ofensa são sentimentos que perturbam o raciocínio e impedem a alegria interior. Quando alguém nos faz uma “injustiça”, esquecemos que este alguém tem um papel de instrumento de quitação de um mal que nós mesmos já fizemos um dia, pois que a justiça universal não falha (Lei de Causa e Efeito).

Sem pensarmos que este que nos fere também terá de responder pelo mal que faz, em vez de sentirmos compaixão, sentimos raiva e tornamo-nos igualmente maus. Este é o problema, em escala micro nos relacionamentos, e em escala macro nos governos. É o ego no comando multiplicando o mal pelo mundo.

O mal está em todos os lugares, na forma de raiva, mágoa, ciúme, medo. Pesquise e descubra formas de não se ofender, não se magoar, não se enciumar. Há inúmeros caminhos que auxiliam no aperfeiçoamento do “sentir”, mas se você tiver aquela postura rígida de quem diz “ – Ah, eu sou assim mesmo!”, então você vai continuar sofrendo. Enquanto acharmos que estamos no mundo para mudar os outros, não compreenderemos que o mundo é uma escola para mudarmos a nós mesmos.

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Nos ocupamos tanto com rixas, com bandeiras de direita e esquerda, e de certo e errado, que não percebemos como o ego-orgulhoso nos comanda. Acabamos esquecendo dos valores imperativos, como respeito, compreensão, tolerância e amor fraterno.

Todos nós possuímos muitos defeitos; somos demasiadamente pequenos em conhecimento e imensos em ignorância, e ainda assim, por causa do orgulho, queremos ser os detentores da verdade absoluta. Temos que encarar as nossas fraquezas de frente e destruí-las com amor. Mas jamais conseguiremos percebê-las se estamos ocupados anotando e apontando as fraquezas dos outros.

Precisamos parar de competir e começar a cooperar. Não temos que ser melhores que os outros, mas precisamos ser melhores do que nós somos.  Somos UM. Somos imaterialidade, parte de uma única essência divina; só estamos em corpos distintos, separados pela forma.

Utilizemos melhor o tempo que temos para nos abastecermos de coisas boas. Trabalhar pelo prazer de ser útil, ler conteúdos moralizantes, assistir a boas palestras e analisar pontos de vista díspares, mas com imparcialidade, são entretenimentos que edificam, e que nos permitem ter algo de bom para ofertar quando o mal nos visitar.

Somente a reeducação moral é que nos fará perceber que “engolir sapo” de pessoas ególatras é uma necessidade para se vencer o orgulho próprio e iniciar o mergulho profundo na jornada existência.
Apenas a reforma interior exemplificada na vida prática é que fará com que as outras pessoas, que estão imersas nos erros do ego, acreditem que os conceitos de um mundo melhor existem.

O sacrifício de vencer a si mesmo é o exemplo que confunde o agressor e o transforma. Frente ao bem, o mal não sabe o que fazer. Toda ação má morre quando tem a bondade por resposta.

Mas a bondade só será bondade quando for injustiçada e, ainda assim, não escolher se tornar má.

Pensemos nisso.
Muita paz.

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