COMO VOCÊ DIRIGE O SEU CARRO?

Você sai do trabalho, pega o seu carro e dirige para casa. Não há nenhum compromisso, mas você está, praticamente, apostando corrida com o carro da frente, porque o carro de trás já está “colado” em você e vai te passar.

Sem perceber, você se deixa dominar pelo espírito da competição, afinal, você já estava ali e é seu direito chegar na frente, não é?! Você se sente tenso, angustiado e isto parece injusto.

Isto se chama EGO. Independentemente do que os outros façam, é por causa da sua invigilância que você se permite influenciar pela competitividade inútil em muitas situações cotidianas. Você se estressa, se chateia, se cansa e prefere culpar o trânsito, os outros condutores, qualquer um, mas nunca assume a sua fragilidade ególatra.

Você poderia dirigir com tranquilidade na faixa da direita e chegar, talvez, 10 minutos mais tarde. 10 minutos por tranquilidade parece uma troca mais do que atrativa. “Mas, não! Onde já se viu esse cara colar assim na minha traseira! Ele vai ver só como é que eu piloto!”

Pois é, o vínculo ao ego causa sofrimento. A vida nos põe em ricas situações de aprendizado para percebermos o quanto somos imperfeitos, para que aprendamos, gradualmente, a combater o orgulho e não as pessoas que o fustigam. Mas até compreendermos estes mecanismos, vamos competindo por ideais que não existem. O que é o futebol senão isto? “O meu carro anda mais, o meu time é melhor, a minha religião é a certa, a sua é errada…”.

3054051132_34d502cb6a_o (1)A TV não fala sobre fragilidades. Não vemos ninguém advertindo sobre como o sensualismo subverte a capacidade de se desenvolver virtudes necessárias para o equilíbrio e o discernimento. Poderiam falar que apesar do sexo ser muito prazeroso, é preciso ter cautela para que ele não se torne um vício, assim como a gula, o consumismo ou o excesso de qualquer gênero. Mas não! Isto não serve, não vende.

Quanto mais sensualidade na mídia e na mente das pessoas, melhor! Quanto mais você comprar o que não precisa, melhor será para quem te controla. O objetivo é mantê-lo ocupado, entretido e ignorante das suas fraquezas. O objetivo é fazê-lo, inclusive, acreditar que a felicidade está nestas fragilidades, para que você gaste a vida buscando ser feliz e termine, de forma infalível, infeliz pelos excessos que cometeu.

O sistema-sociedade fundamentado no EGO não vai ajudá-lo a transcender os seus vícios, porque esta é a fórmula que, desde a idade média, é utilizada para manter as massas na ignorância. Política do pão e circo. E é deste mesmo jeito que o homem da atualidade, por causa do seu ego-orgulhoso, tem sido enjaulado sem a necessidade de grades.

Grande astúcia das Elites, destes banqueiros que governam as sociedades do mundo com crueldade, imoralidade e tamanha inteligência, que as massas sequer acreditam na sua existência.

Portanto, queridos irmãos, muito cuidado com estes padrões egóicos desta sociedade doente. Eles não são modelos para ninguém que deseja viver uma vida de verdade.

“Felicidade não é meta. Felicidade é a resposta que a vida dá quando estamos no caminho da meta. Infelicidade é a resposta que a vida dá quando estamos afastados da meta. A meta é o progresso moral.” (Aristóteles)

Pensemos nisso.

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