CONFIA EM JESUS!

João era um trabalhador, pedreiro, e estava finalizando a construção de um teatro. À noite, ele visitava uma humilde casa de oração que ficava ali perto, onde assistia palestras que abordavam os ensinamentos do evangelho.

Certa vez, ele ouvira sobre a importância da palavra, esta que sai de nossas bocas pela articulação do som.
A gente não muda se nada entrar, mas como aquilo entrou em sua mente, e ele refletiu por algum tempo sobre o que tinha ouvido. Assim, foi trabalhar no dia seguinte.

Estava João no palco do teatro fazendo ajustes na fiação da parede, quando o engenheiro responsável pela obra, lá do outro lado da estrutura, lhe grita:

– João! Grita alguma coisa daí pra eu “ver” como tá a acústica!

E antes de “botar os bofes pra fora” meio Pavarote ou apavoro-te, ele lembrou que ouvira na noite anterior, que sempre que tivesse de falar algo, que procurasse falar algo útil. Então, em vez de dar um berro qualquer, gritou:

– Confia em Jesus!

E o som ecoou por aquele salão vazio onde as cadeiras seriam ainda colocadas. O engenheiro achou meio estranho, mas falou:

– Repete aí!

Assim, pela segunda, e depois, pela terceira vez ele gritou a mesma frase. Alguns pedreiros se entreolharam por instantes, mas continuaram a trabalhar. Antes que se passassem 15 minutos, enquanto alguns assistentes estavam no palco tratando de outros pormenores da obra, uma confusão, um alvoroço acontece na entrada do teatro, e de repente, um maluco de cabelo todo desgrenhado vem entrando com cara de alucinado, segurando um revólver na mão, e pergunta em tom ameaçador:

– Quem foi aqui que mandou confiar em Jesus??

Nessa hora ninguém tinha querido confiar em Jesus… e todo mundo foi apontando para o pobre do João…

– Foi ele ali…
– Ali…
– Foi aquele… o João, ali no palco…

Quando o rapaz chegou no palco, as pessoas que lá estavam já haviam se dispersado e lá só restava o João. Então, com a arma na mão, o homem fala trêmulo:

– Foi você que gritou isso aqui??…

– É… por falta de outro… fui eu…

E todo mundo preocupado em chamar a polícia, porque o cara com o “revolvão” já ia dar um tiro no João, escuta o homem dizer:

7

– Eu vim aqui te entregar o meu revólver. Eu precisava saber quem tinha falado pra eu confiar em Jesus, porque eu estava aqui no terreno ao lado e… estou desempregado faz 8 meses e já não suportava mais chegar todos os dias em casa e ver os meus filhos com fome esperando eu trazer alguma coisa que eu não consigo! Não há dor maior na alma de alguém do que ver os seus filhos esperando por comida e não ter o que lhes dar. Desesperado e envergonhado de mim mesmo, eu consegui um revólver emprestado e estava aqui, no mato, do outro lado desta parede decidido a me matar. Então, eu engatilhei a arma na minha cabeça e conversei com Deus pela última vez, pedindo a ele para que cuidasse dos meus filhos por mim. Eu disse a Deus que não queria me matar, mas que faria aquilo porque ele não havia me ajudado, nem nunca tinha me mandado uma mensagem de ajuda. E quando já estava com o dedo no gatilho, eu ouvi:

” – CONFIA EM JESUS!” Aí eu pensei ter enlouquecido de vez e não acreditei no que ouvi. Aí eu ouvi de novo, um sonoro “CONFIA EM JESUS!!”. E comecei a chorar… mas não tinha ainda certeza, porque eu estava muito desequilibrado… e quando pensei comigo, “será?”, eu ouvi pela terceira vez para não ter mais nenhuma dúvida. Jesus tinha escutado o que eu tinha falado! Eu, o miserável que ia me matar aqui… E depois que ouvi a resposta do senhor eu decidi não me matar… e comecei a orar. Então, percebendo que a voz vinha daqui deste lado da parede, eu vim te procurar. Não importa que eu não tenha o que comer e nem com o que sustentar os meus filhos, não vou mais me matar. E vim te agradecer, João, por Jesus ter me salvado através de você.

Todos os que ali estavam ouviram a história daquele homem, inclusive o engenheiro responsável, que comovido com o seu relato, disse para ele:

– Venha aqui amanhã de manhã, traga a sua carteira… eu vou encontrar alguma coisa para você fazer.

Só porque alguém resolveu dizer tolamente “Confia em Jesus”.

Assim também é a sua voz. Na conversa que você joga fora, na opinião que dá sobre algum conflito. Você tem o poder de reerguer o otimismo de alguém que está aflito e fazê-lo sentir-se gente de novo. Portanto, mude o que você pensa, mude o que você fala, produza gentilezas e você verá como estas coisas se multiplicarão a sua volta.

E  se tiver coragem, capine o mato dos maus hábitos, proteja as novas idéias que começam a nascer e esforce-se para que a vontade firme faça brotar os novos conceitos do mundo melhor, que precisa florescer primeiro em nós, para que depois as outras pessoas possam acreditar que eles existem.

Pense nisso.
Muita paz.

Na palestra abaixo, a partir dos 58 minutos, André Luiz Ruiz narra esta história de forma emocionante. Se puder, assista a palestra inteira… é divina!

http://www.mensajefraternal.org.br/videos_palsbbm/sbbm_220713A.wmv

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