A BOCA FALA DAQUILO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO

O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação, sem grandeza. Já o esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, agitada e de sombria suscetibilidade à agressão. A outra é toda calma, serenidade e compaixão.

” – Ah, mas a culpa é dele! Foi ele quem começou!”

Os obstáculos da vida terrena são provas necessárias para o aperfeiçoamento moral. Mas geralmente, sem maturidade para assimilar isto na prática, colocamos a culpa do nosso sofrimento nos outros e sofremos angústias dolorosas pela dificuldade que temos em trabalhar os sentimentos inferiores que a ação dos outros produz em nós.

” – Não perdoo mesmo! Eu não faço nada para ninguém e não admito que alguém me trate mal!”

1A

O orgulho, a vaidade e outros sentimentos inferiores perturbam o raciocínio. Perceba que quando alguém nos faz algum mal, se não estamos vigilantes no controle do orgulho-ferido, dificilmente conseguimos sustentar uma postura sincera de compaixão. Geralmente, nos contaminamos com o mal que recebemos e tornamo-nos iguais àquele que nos feriu.

Se procurarmos motivos de aborrecimento, encontraremos em todos os lugares, inclusive dentro de casa. É o grande problema do homem ególatra, que prefere olhar pra fora do que para dentro, porque é mais fácil vencer os outros do que a si mesmo.

O mal que o outro faz é problema dele. Mas o mal que eu faço é problema meu. Jogar o problema na “cara” de quem errou não é uma boa tática de ajudá-lo. Indague-se, primeiramente, se não está fazendo isso por orgulho. Cuidado para não ser maledicente.

“O mal que me fazem não me faz mal; o mal que me faz mal é o mal que eu faço, porque me torna um ser mau”.

Coloquemo-nos no lugar daquele que erra: se tivéssemos a sua educação, os seus costumes, os seus limites intelectuais e emocionais, faríamos exatamente o que ele faz. Portanto, meus amigos, sejamos mais benevolentes ao julgar, porque receberemos do mundo, a mesma medida de rigidez ou de indulgência que estamos entregando para o mundo.

“A boca fala daquilo que o coração está cheio.”

Colhemos hoje o que plantamos ontem. Se não estamos colhendo boa coisa, não vai adiantar continuar plantando sujeira por aí e esperar colher flores amanhã.

Pensemos nisso.

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