SEMINÁRIO DE CASAIS

Durante um seminário de casais, perguntaram a uma das esposas que ali estava:

” – Seu marido a faz feliz?”

Como ela jamais havia reclamado de seu casamento, seu marido se empertigou orgulhoso, demonstrando total segurança, e então, para sua surpresa, escutou de sua esposa um sonoro NÃO.

“- Não, meu marido nunca me fez feliz. E não me faz feliz”, disse a mulher. Mas completou:

“- Eu sou feliz. E o fato de eu ser feliz ou não não depende dele. Depende de mim. Sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida. Se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, de alguma coisa, de alguma circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente. O ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental… tudo isto muda, assim, se eu fosse falar de tudo o que muda eu criaria uma lista interminável. Eu decido ser feliz. Se hoje tenho minha casa vazia ou cheia, sou feliz; se vou sair acompanhada ou sozinha, sou feliz; se meu emprego é bem remunerado ou não, eu sou feliz.

Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações, eu chamo de experiências, que podem ou não me proporcionar momentos de alegria ou tristeza. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.

Aprendo com as experiências passageiras e vivo aquelas que são eternas, como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar e consolar.Há pessoas que dizem: ‘Hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque alguém não soube me dar valor, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me compreendem, porque meu emprego é medíocre…’

Amo a vida que eu tenho, não porque minha vida é mais fácil que a dos outros, mas porque eu decidi ser feliz como um ser que se responsabiliza pela própria felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido, dos meus filhos e de qualquer outra pessoa, eu os deixo livres do peso de me carregarem nos ombros. Ninguém tem a responsabilidade de me fazer sorrir.

Assim, a vida daqueles com quem eu convivo fica mais leve. E é dessa forma que eu consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos. Nunca deixe nas mãos de alguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover a sua felicidade.
Essa pessoa não merece isso, não importa quem ela seja.”

Não sei o que aconteceu em seguida, mas imagino que além de aplausos, esta senhora causou uma reflexão profunda nos que a ouviram.

Se você é adulto, não coloque sua felicidade nas costas de alguém, para que você tenha a quem culpar, caso você seja infeliz. Nem a sua esposa, nem o seu marido e nem os seus filhos têm responsabilidade nisso. Eles também têm manias, fraquezas e vícios, e assim como você, escolhem errado muitas vezes. Portanto, muito cuidado se você está depositando a sua felicidade fora de você.

Vicente de Carvalho exprime muito bem esta idéia no poema “Velho Tema”, a seguir:

velhotema

Meus amigos, essa é a felicidade que muitos de nós temos buscado. A felicidade de imitar a nossa amiga, de morar na casa do nosso colega, de ter o carro do vizinho e o emprego do nosso cunhado.

” – Ah, eu queria tanto ser feliz, queria tanto que isso desse certo… queria… queria… “

Uma hora feliz que nunca chega porque é sempre adiada.
Há uma árvore milagrosa, frondosa de felicidade. Sim, ela existe! Mas nós nunca a alcançamos, porque sempre a pomos aonde não estamos.

Se você tem um filho enfermo e sonha que será feliz quando ele for saudável, ame-o enfermo e seja feliz agora! Se o seu sonho é ter o dinheiro que lhe falta, perceba que o vizinho, que tem dinheiro, também não é feliz. Você pode por a felicidade aonde você está, de tal modo que aqueles que têm em abundância o que te falta, quererão saber como você traz o sorriso que eles não conseguem ter com tudo o que possuem. Não é o seu marido e nem a sua esposa que não são bons. Faça com que eles sejam! Faça-os sentirem-se felizes ao seu lado.

Demonstre gentileza, simpatia e afetividade. Ajude e auxilie… e você verá como todas estas coisas se multiplicarão a sua volta. E então, como num passe de mágica, mesmo sem recursos abundantes, mesmo sem os holofotes dos valores mundanos, bastará você esticar o braço… e colher o fruto dourado.

Felicidade não é algo que recebemos dos outros. Felicidade não é gozar depois de trabalhar. Não, este é o sinal notório do ser atrasado que busca o prazer nas fragilidades da fuga e dos vícios.

Felicidade é fazer a vida valer a pena por ela mesma.
Felicidade nobre é aprender a obter prazer servindo, contribuindo para o progresso dos que mais precisam.

Ou você acha que Madre Tereza, Mahatma Gandhi e tantos outros irmãos da vida de abnegação viviam tristes?!
Felicidade eudaimônica. A vida que se faz feliz por ela mesma.

Quando assumimos o sentido da vida, não importa se é sexta ou segunda, aprendemos a ser felizes sem fuga e alegramo-nos em enfrentar as nossas fragilidades nos desafios do cotidiano, pois é preciso que vençamos as vertentes do orgulho e do egoísmo todos os dias, no trânsito, em casa, no trabalho e nas variadas situações da relação humana para prosseguirmos na caminhada infinita.

Pensemos nisso.

Este texto é um esboço muito tacanho de alguns trechos da palestra maravilhosa de André Luiz Ruiz, a de n.° 425, acessível pelo link abaixo. Se gostou do texto, por favor, assista a palestra e surpreenda-se!

http://www.mensajefraternal.org.br/videos_palsbbm/sbbm_280711.wmv

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