JOANA DE CUSA

Joana de Cusa fora esposa de um intendente de Antipas (um dos filhos de Herodes).
Rica, ajudava com amparo material os apóstolos de Jesus, ainda que a contragosto do marido.

Certa vez, visitara o mestre no desejo de servir com seu testemunho e escutara dele que deveria preparar-se provar sua fé, mas na hora certa. Jesus a alerta para não se iludir com as facilidades do mundo, e diz, ao despedir-se: “Vai filha! Sê fiel!”

O tempo passa e seu marido cai em desgraça. É destituído, tem confiscados os seus bens e morre, não se sabe se por morte natural ou suicídio, deixando Joana, ainda jovem, sem recursos para criar o filho pequeno.

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Suas amigas aconselham-na a explorar seu corpo, pois assim, facilmente conseguiria dinheiro em abundância. Mas Joana é fiel ao que aprendera e emprega-se como doméstica para ganhar o pão que sustentará seu filho, servindo aos mesmos ricos que antes comungavam com ela nos banquetes de outrora.

Passa o tempo e encontramos Joana idosa, de cabelos brancos, ajoelhada no convés de um navio, limpando-o com um esfregão.

Então, num destes dias, ela e seu filho são presos nas catacumbas romanas por propalar os ensinamentos do evangelho. Levados ao circo do martírio sob a acusação de serem cristãos, são presos a postes e têm encharcadas as suas roupas com resina petrolífera.

De dorso desnudo e amarrado sobre uma pilha de lenha ainda não acesa, está seu filho sendo chicoteado por um soldado romano, que na frente da velhinha, exorta para que ela abjure de sua fé, enquanto estala o chicote nas carnes do único amigo que ela teve em toda a sua vida.

” – Abjura, mulher, renega a tua crença!”

O chicote rasga a carne e o sangue verte das costas do filho, que grita em aflição:

” – Mãe! renega Jesus, mãe!”

A dor desta mulher é o testemunho da última hora a que Jesus se referia. O chicote corta fundo as costas do rapaz, que suplica:

” – Mãe! Se não é por Jesus, renegue a fé por mim, que sou teu filho!”

E então, as lágrimas correm abundantes do rosto de Joana, que em meio aos gritos do filho, recorda toda a sua vida… O lar risonho e festivo, as horas de ventura, os desgostos domésticos, as emoções maternais, os fracassos do esposo, a viuvez, as necessidades mais duras… e os ensinamentos transformadores do mestre.

Em seguida, ante os apelos desesperados do filho, recordou que Maria também fora mãe e, vendo o seu Jesus crucificado, soubera conformar-se com os desígnios divinos.

Então, como uma alegria suprema, pareceu-lhe ouvir novamente o Mestre a dizer: – “Vai filha! Sê fiel!” E possuída de força sobre-humana, a viúva de Cusa fixou no jovem um olhar profundo e exclamou terna, mas firmemente:

– Cala-te, meu filho! Porque o Cristo, que não tinha máculas, não recusou a dor do sacrifício.

O povo aplaude, e vendo o soldado que a mulher não vergava, traz a tocha acesa para por o fogo a correr na lenha embebida em resina que está sob os pés de mãe e filho.

Em instantes, as labaredas lambem-lhe o corpo envelhecido. Joana de Cusa contempla com serenidade a massa de povo que lhe não entende o sacrifício, e enquanto os gemidos de dor lhe morrem abafados no peito, escuta a zombaria do soldado, que escarnece:

Mensagens de Luz (81)

Nesse instante, sentiu que a mão consoladora do Mestre lhe tocava suavemente os ombros, e lhe escutou a voz carinhosa e inesquecível:

” – Tem bom ânimo!… Juana, EU aqui estou!…”

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Livro Boa Nova, Cap. XV, Emmanuel – Chico Xavier (pdf do livro no link baixo).
http://bvespirita.com/Boa%20Nova%20(psicografia%20Chico%20Xavier%20-%20esp%C3%ADrito%20Humberto%20de%20Campos).pdf

Se desejar, poderá assistir esta história na palestra abaixo, onde André Luiz Ruiz, a partir dos 51 minutos, narra de forma emocionante este sublime exemplo de fé. Se puder, assista a palestra toda, é muito rica 🙂

http://www.mensajefraternal.org.br/videos_palsbbm/sbbm_200709A.wmv

Muita paz.

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