O EGO CRIA AFLIÇÕES

O ego é o responsável pelo sofrimento; ele é a nossa porção inferior de orgulho, que insiste em nos colocar no centro das atenções. O grande problema é que o ego vive enraizado em nós, tão escondido que a maioria não é capaz de identificar as diferenças, e vê o ego como a si próprio, como se o indivíduo e o seu ego fossem um mesmo ser. Aprender a separar-se do ego é um trabalho árduo, mas necessário para alcançar o equilíbrio.

83A lamentação é um perigoso debilitante mental, de curso laborioso e tratamento difícil. O ego cria armadilhas para nos fazer acreditar que somos vítimas, cuidado! Evite comentar a própria dor e seja cauteloso em não falar excessivamente de si mesmo.

Segundo a lei de causa e efeito, ninguém é vítima de ninguém, senão dos próprios atos do presente e do passado. Perceba que, de forma muito profunda e abrangente, tudo o que recebemos, seja de bom ou de ruim, constitui espaçada colheita do que já semeamos em nossa jornada existência.

Assumir isto é um tapa no ego, não é?! É que o ego fustiga as nossas fragilidades; ora, é muito mais fácil nos colocarmos na posição de vítima e culpar alguém que julgamos agir mal, do que termos de assumir, de forma racional e abrangente, e pela lei de causa e efeito, a inteira responsabilidade daquilo que nos afeta no presente.

O ego adora fazer ganhadores e perdedores, e coloca-nos o tempo todo em competição uns com os outros. Aparência, roupa, carro, cargo, salário… identificações maciças com o ego.

É claro, o ego é ardiloso e quer estar sempre por cima. Ele é aquela “voz”, que diz:

“- Você vai deixar esse cara tratar você assim?”
“- Quem ele pensa que é para falar assim com você?”

Num balcão, numa fila, em qualquer situação e em qualquer esquina, encontraremos motivos para nos aborrecer; é o ego tentando nos convencer de que o mundo não deveria ser do jeito que o mundo é.

O ser humano somente consegue utilizar a sua capacidade racional com plenitude quando está em equilíbrio; ou seja, não é possível produzir uma opinião lúcida estando contaminado com ofensa, rancor, mágoa etc. Desse modo, quando o processo de vitimização se inicia, o ego projeta em nós uma atmosfera densa, acinzentada, repleta de angústia, e o raciocínio perturbado pelo desequilíbrio torna-se incapaz de produzir um pensamento equilibrado e sadio.

Todas as anomalias que o ego causa nos faz acreditar que o nosso sofrimento é muito maior do que de verdade é, e a nossa conduta, geralmente, acaba se tornando ofensiva, ferina, de teor igual ou pior àquela que inicialmente nos afetou. É assim que o ego multiplica o mal. Veja como está caótica a convivência no mundo.

Para esquivar-se destas ciladas do ego, procure fazer algo de bom para alguém. Sair de si mesmo e auxiliar outro ajuda a enfraquecer o ego na sua raiz (o egoísmo) e ameniza, rapidamente, a sensação de sofrimento que advém das opiniões diferentes das nossas.

Não há mal que não signifique a quitação de outro mal que se haja feito. Tenha em mente que o único meio efetivo de se combater o mal, sem se contaminar com ele, é o bem. Mas, se ao recebermos o mal, devolvemos com outro mal, permaneceremos colhendo o mal.

Quem planta arroz, colhe arroz. Portanto, se você está colhendo algo que não queria, procure resignar-se, porque você plantou isto um dia.

Sobretudo, dê o seu melhor para fazer o bem quando receber o mal, porque o que você “plantar” hoje, independente do que você está recebendo dos outros, é o que amanhã você colherá.

E, se conseguir “engolir” o orgulho, que progresso! Logo chegará o dia em que desejará o bem sincero a quem lhe faz o mal… e isso é, definitivamente, plantar algo muito melhor que o revide, e, cujo resultado, certamente se materializará em colheitas de paz num amanhã mais de sabedoria.

Pensemos nisso.

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