NOTICIAR O MAL APENAS PARA INCITAR REVOLTA É UM ERRO

Ninguém dá a notícia do jovem favelado que estudou e se formou, mas dão a notícia do jovem do subúrbio que usa drogas. Vemos, todos os dias, notícias de escândalos familiares, de crianças estupradas, de tragédias sociais; isto acontece repetidamente e com muita ênfase em todos os aparatos da mídia.

310Entretanto, não se fala das crianças que são adotadas diariamente, dos médicos que atendem comunidades carentes em inúmeras localidades do mundo, das campanhas solidárias de alimento e de agasalho que ocorrem em tantos lugares, ao ponto que chegamos a dizer:

“- Onde acontece algo de bom? Só vemos o mal.”

O problema não é que o bem não exista, mas é que ele não “vende”, não tem espaço na mídia e não desperta o nosso interesse.

Uma manchete negativa fica meses sendo noticiada. Uma boa notícia, quando exposta, não tem mais do que uma única oportunidade de ser mostrada. Isto é também culpa nossa, pois nos interessamos mais pelas notícias ruins e fúteis do que pelas coisas boas. Perceba que a estrutura midiática explora –exaustivamente – a maldade com foco no escândalo, a fim de produzir revolta nas massas.

É uma manipulação da psiquê que fazem conosco todos os dias, incutindo em nós a ira, o medo, a postura de indiferença e rivalidade na convivência. As massas se adaptam àquilo que lhes é entregue. Nosso psiquismo se ajusta naquilo com o que ele é abastecido. Assim, aprendeu-se a glamourizar a maldade de uma tal forma, que não estamos tendo acesso às coisas boas que existem. O bem precisa se mostrar mais. O mal é muito ousado e intrigante para o bem, que é tímido.

Devemos nos afinizar mais com a intenção de produzir o bem com o mal que nos é entregue. Não noticiemos o mal para incitar a revolta; mas Veiculemos as notícias do mal quando houver o propósito real de corrigi-lo para que o bem seja promovido.

Sobretudo, estejamos mais atentos com as vibrações deletérias da revolta, camufladas nas notícias e nos entretenimentos que a mídia põe em nossas casas.

Lembre-se: até na ficção da novela, o prazer perturbador que geralmente saboreamos por ver o vilão “se dar mal” no final é real. O programa não é realidade, mas o que sentimos é.

Abasteçamo-nos do que é bom, não permitindo que este tipo de reprogramação emocional nos tornem mais reativos e intolerantes.

O mal precisa ser corrigido para destacar o bem que precisa ser vivido.

Pensemos nisto.

Mais sobre o assunto (e muito mais) na entrevista do “Programa Transição” de n.° 153, realizada com Raul Teixeira, acessível abaixo:

http://www.kardec.tv/video/transicao-tv/225/programa-153-tragedias

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